Vintage paper cone loudspeakers!


A volta do som analógico
Paper Cone & Hard Dome, designed by Cabasse.

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Onde ouvir a C2B?
Rua Prof. Frontino Guimarães, 302 – Vila Mariana. São Paulo SP,
com hora marcada:

(13 ) 9137 7497

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A musicalidade nos dias de hoje, (onde música pode ser confundida com mensagem sonora, comunicação, impacto sonoro, volume e intensidade) é reconhecida pelo respeito às notas recortadas em intervalos de silêncio. A música antes da ferramenta digital chamada re-masterização, tinha o refinamento obrigatório das nuances nos timbres e dinâmica...Há oito anos, em 2000 foi apresentado para o mercado brasileiro um par de caixas acústicas HiFi que até hoje revela para os que apreciam boa música a elegância de um Margaux. Em julho, deste ano no atelier cultural do Leonardo Brant, você poderá conhecer as caixas acústicas BASE C2B tocando a verdadeira música aos seus ouvidos. Saiba mais sobre como a caixas C2B foram recebidas pelos especialistas ou gurus em HiFi. Recomendo abaixo a leitora dos textos de Fernando Andrette e Steve Rochlin.


Ao completar respectivamente, 5 e 10 anos das marcas FOLE e BASE, produtos hoje descontinuados, alguns modelos novos e usados estão disponíveis para venda. Saiba mais fazendo seus comentários neste blog ou envie um e-mail para: samisantos@gmail.com


Caixas BASE C2B,

Por Fernando Andrette, editor da revista clube do audio e vídeo
www.clubedoaudio.com.br

Quem foi ao HI-FI Show pôde ver e ouvir uma série de produtos nacionais que deram seu recado e mostraram que é possível - sim - produzir equipamentos de qualidade em nosso País. De todas as empresas nacionais presentes, a Base é a única que participou de todos os HI-FI Shows já realizados. Para ser exato, a Base fez sua estreia no mercado oficialmente no HI-FI Show de 1996. Ela existia e comercializava seus produtos, mas de uma forma realmente artcsanal e num trabalho de boca a boca. Lembro-me dos detalhes de como o Sami Douek nos procurou. Recordo-me do sábado em que chegou em minha casa, pela manhã, carregando nos braços seus filhotes. Eram caixas tipo coluna, com componentes nacionais "turbinados" por ele. Ao descrever seu produto, seus olhos brilhavam e seu discurso era firme e objetivo. Depois de expor seus argumentos, fitou-me e disse:
"De nada adiantarão meus argumentos se estes não se traduzirem em música".
Instalamo-las em minha sala de audição e começamos a buscar o melhor posicionamento para elas na sala. Eram caixas de duas vias, onde ambos os falantes utilizavam cone de papel.
Minha primeira observação foi sobre o realismo do timbre de vozes e instrumentos de cordas.
Sami abriu um sorriso de canto a canto do rosto. Daquele momento em diante desenvolveu-se entre nós uma grande empatia. Já estávamos falando não do produto em si e, felizmente, sobre a forma com que suas caixas reproduziam música. Nossa comunicação era de melõmano para melôtnano. Conversamos sobre ópera (uma de suas grandes paixões), pianistas, maestros, compositores, etc. Depois de quase duas horas, Sami pediu-me para ouvir uma gravação que havia trazido com ele. Era uma coletánea se não me falha a memória - de Bessie Smith. Fez-se um silêncio sepulcral na sala e mergulhamos na audição daquele CD.

Ao acabar, levantei-me e sugeri a mudança de cabos já que achava que alguns detalhes poderiam ser melhorados. Sami olhou-me como se tivesse cometido uma gafe, já que estávamos nos entendendo tão bem (sem entrarmos nas neuroses de muitos audiófilos que só escutam equipamentos, e não a música). Mesmo assim, avancei decidido e fiz, em primeiro lugar, uma alteração no cabo de interligação, pedindo para ouvir a mesma faixa de Bessie Smith. Sami fechou os olhos, passando a ficar em total estado de contemplação com a música.
Nem o deixei assimilar o impacto e sugeri uma nova mudança, agora nos cabos de caixa. Ali ganhei um amigo, não desses de apenas alguns momentos ou fases da vida. Sami confessou-me, tempos depois, que saiu daquela audição decidido a fazer o que fosse preciso para tornar seus produtos uma referência para o mercado, não só para os melòmanos iguais a ele, mas também para os audiófilos que ultrapassaram o jardim de intãncia e sabem que este "brinquedo" só tem sentido e fundamento se for para reproduzir a música com fidelidade. Os leitores atentos ao Clube do Audio & Vídeo já perceberam que até seus anúncios são diferentes. Geralmente. Sami pede o testemunho de músicos, como pianistas, cantores líricos, cellistas, etc. Ele não quer perder, de forma nenhuma, o elo inicial de sua proposta, que são produtos para quem aprecia a música de verdade.

Quando testei as C3 em 99, já me surpreendi com o enorme salto que ele havia dado, desde que substituiu os componentes nacionais pêlos importados da Cabasse. Na época, escrevi que as caixas eram surpreendentes não só pela qualidade tímbrica, mas também por outras características muitas vezes só apreciadas por audiófilos como: Sound Stage, Foco, Recorte, etc. O que certamente agregaria benefícios suficientes para também atingir este público.

Os falantes são Cabasse, sendo o médio/grave, de papel, e de uso exclusivo da BASE
O tempo passou e Sami Douek tornou-se um consultor de áudio conhecido no mercado lançando, no HI-FI Show 2001, sua nova criação, a C2B. Trata-se de uma caixa Bookshelf de duas vias, com dimensões de 52 cm de altura, 22 cm de largura e 39 cm de profundidade. Segundo o fabricante, a potência mínima recomendada é de 15 watts, ao passo que a máxima é de 120 watts mis. A potência máxima de pico é de 500 watts, e resposta de frequência de 55 hz a 20 kHz.
A sensibilidade é de 90 dB e o corte de frequência é de 3.600 Hz. Os falantes são Cabasse, sendo o médio/grave de papel de uso exclusivo da Base, e o tweeter é um Hard Dome de 25 mm, utilizado em uma extensa linha de modelos do fabricante francês. Outro detalhe que nos chamou a atenção foi o primor do acabamento desta nova linha. Afirmo que não perde de nenhuma caixa importada. Da grelha de proteção aos terminais. O trabalho de marcenaria é realmente artesanal e realizado por quem conhece a fundo seu ofício. Todos que viram e ouviram a caixa ficaram maravilhados com o refinamento (visual e auditivo). Construída em MDF de alta densidade, é possível observar que no toque dos dedos o som é seco. Em qualquer canto, ao bater os dedos, você sente e percebe que a caixa foi muito bem travada internamente, não causando nenhuma ressonância espúria. Para o teste, as Base C2 foram ligadas aos amplificadores: Karan I 180 (ver teste na edição 63), Etalon -Exampli, Teac A-H 300 (ver Primeiras Impressões nesta edição), Bryston SR-14 (ver teste l nesta edição), Sphinx 24. Os cabos foram: Ocos, Revelation e Siltech LS 120. As fontes: SACD Sony 555 ES, Cardinal e MSB Pladnum e DVD Q 50 Philips, tocando CD e DVD Áudio JVC XV-AS 72 SL Os pedestais foram o Airon HE 460 Silver SE.

TESTE SUBJETIVO

A primeira característica que salta aos ouvidos é a boa sensibilidade das C2B. Até o micro Teac A-H 300 conseguiu excitá-las sem dificuldade. Nos amplificadores mais parrudos, como Etalon e Karan, o casamento foi uma verdadeira pêra doce.
Fiquei triste por não ter mais em mãos o Audiopax Model 3, pois acredito que seria um casamento dos deuses, já que a assinatura sônica de ambos em muito se assemelha. Espero poder contar com elas quando estiver testando os monoblocos que estão para chegar (o Eduardo confirmou que ainda fez pequenos ajustes no produto depois do HI-FI Show e que eies estão ainda melhores!!). Outra característica forte das C2B é a musicalidade da região média, além do calor e da precisão. Mesmo assistindo a shows, foi possível extrair detalhes de inflexões, sutis entradas de instrumentos de percussão, com tal naturalidade, que ela passou a ser uma de minhas fontes de referência para shows em DVD. O extremo alto é muito bom, limpo, com decaimento suave, o que ajuda enormemente a acompanhar detalhes harmónicos de altas frequências, ambiência e respiro da sala de gravação. Os médios baixos são incisivos, muito bem apresentados, mostrando vivacidade a pulsação rítmica e todas as variações dinâmicas. Um bom exemplo é o CD do Keb Mo - Slow Down, em que a cozinha (baixo e bateria) tem a incumbência de segurar o arranjo e solos do guitarrista. Nas faixas 3,5,7 e 9 é imprescindível que o sistema (como um todo) desça com firmeza e definição, para acompanharmos perdermos a pulsação e o andamento da música. Caso contrário, perde-se a magia e a vontade de bater os pés. A C2B, mesmo não tendo a oitava inferior, consegue apresentar este CD e muitas outras de forma impactante.

Se bem posicionada e colocada em um pedestal sólido c firme, será possível arrancar o sumo também nas frequências mais graves. "Os médios/baixos são incisivos, mostrando vivacidade e todas as variações dinâmicas". Outro grande trunfo das C2B é que, devido ao seu tamanho, ela não sofre dos problemas irremediáveis de mini monitores ao reproduzir o Corpo (volume) dos instrumentos. Cheguei, muitas vezes, a duvidar que era ela quem reproduzia com fidelidade os exemplos utilizados na metodologia para análise deste quesito. As proporções, assim como os espaços ocupados por cada instrumento, foram muito próximos de nossas referências (que custam até 10 vezes mais). As Bases são bastante velozes, incisivas e detalhistas. Com um amplificador transparente e impetuoso, é possível recriar muitas nuances que em outros modelos do mesmo preço só são sutilmente demonstrados. Exemplos: em concertos sinfônicos com muita informação, caixas mini monitores, dependendo da dinâmica, tendem a comprimir o sinal, endurecendo-o e deixando-o sem profundidade. Percebe-se o esgotamento da caixa ao comportar tanta informação de forma simultânea. As C2B também tem seu limite (toda caixa, independente do preço, apresenta alguma restrição), mas a sensação é que ela entrega os pontos sem perder a cordialidade ou a finesse. O que mostra sua capacidade em apresentar a música sempre de forma harmoniosa, o que era o objetivo inicial de nosso amigo Sami.

Conclusão

A C2B, cm minha opinião, é uma evolução natural da C3, Mesmo sendo uma caixa de pedestal e, aparentemente, ter um menor volume cúbico, ela está mais apta a atender o mercado audiófílo (sem ferir os princípios melõmanos). É extremamente musical, envolvente, calorosa, com um timbre encantador, e capaz de reproduzir com segurança e controle a grande maioria dos estilos musicais. Sua transparência, quando aliadas a um bom amplificador e uma boa fonte, é de alto nível. Pelo preço é, sem dúvida, uma grande opção. Indicadas para salas de até 35 metros quadrados, podendo fazer a felicidade de qualquer melômano e audiófílo que esteja à procura de um sonofletor que reúna: musicalidade, velocidade, equilíbrio tímbrico e tonal e boa transparência.
Parabéns, Sami!

Equilíbrio tonal 7,5
Sound stage 7,0
Textura 6,5
Dinâmica 7,0
Transientes 7,0
Corpo harmônico 7,0
Organicidade 7,0
Musicalidade 7,0

Total 56,0 : Melhor Compra

Primeira apresentação na Antares em 2003


Silvia Aaron, Ignácio Herero e José Luiz Ferreira na Antares: primeira audição dos amplificadores FOLE.


Equipe Disac e Innovation no HiFi Show em 2003


C2B em acabamento mogno claro
Avaliação do Steve Rochlin


Re-editando um post do ano passado em 16 de junho:

Caixa acústicas: Como se reproduz o som do piano?

De longe, de costas ou de olhos fechados se reconhece a elegância da tecnologia que desaparece por força do desejo e até mesmo da obstinação em re-criar a essência, o verdadeiro sentido da intepretação de uma obra musical. Piano! Aos poucos analizando comportamento de materiais e evitando a objetividade (comprometedora neste caso) da engenharia tive uma vontade quase que compulsiva em construir (sem querer) a Skiff no meu pequeno laboratório, nos fundos, ao lado do matadouro (hoje cinemateca) na vila Clementino em São Paulo. Largo Senador Raul Cardoso...alguma coisa nos fundos da casa da dona Laura (in memoriam) . Dona Laura ouvia os apitos e pink noises equanto envelhecia e ajustava componentes e materiais. Aos poucos Skiff se materializava na minha mente que registrou e guardou o timbre, a elegância, o ataque e o decaimento das vibrações bem temperadas do piano do Glenn Gould, Perrahia (dois rr?) Rubinstein, Horowitz e assim por diante. Piano! aos poucos a CP60. CP como cone de papel, paper cone se materializa como protótipo de um ensaio para resgatar, sons, vôzes e palcos.


Cabasse Skiff
(Ce modèle n'est plus présent au catalogue actuel)
(modelo não disponível)

Comentários

Anônimo disse…
hummmmmm
mto bommm!!!!!!

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