HiFi: Conectividade

Conectividade em áudio e vídeo: um produto importante “entre outros”.

Cheiros, gostos e cores não se descrevem, portanto desempenho se reconhece sempre em função de uma referência seja ela uma boa referência o não.

Dizer que uma cor é viva ou que um som é cristalino pode ser uma bobagem quando se fala em cinema ou música. Outra verdade sobre o mundo real das percepções humanas é que especificações técnicas não devem ou não deveriam provocar sensações. Existem números para interpretar uma boa música? Alguém manifestaria suas emoções em watts ou volts ao sair emocionado de um concerto bem interpretado? Gostar e saborear são práticas semelhantes ou conseqüentes. Aproveito este preâmbulo para insistir que a tecnologia que se expressa em números não satisfaz mais os iniciados e muitos menos os cansados pelo mesmo, pelo repetitivo e quase incompreensível jargão técnico. Sejamos técnicos sim, mas não tão cartesianos. Avançando um pouco no assunto desta coluna, abordamos cabos e conectores de sinais (excluindo nesta coluna os cabos para caixas acústicas) como comunicadores de uma informação com seus atributos qualitativos; valores à parte!

Na minha opinião os cabos deveriam ser reconhecidos estritamente como interfaces, pois integram externamente dois módulos ou circuitos nascidos independentes. Neste caso, a interface é simples (no conceito) comunicação elétrica ou ótica (fisicamente falando). Simplificando mais ainda as nossas vidas podemos estabelecer dois fatores básicos e orientativos: qualidade e integridade da informação e blindagem em relação ao meio ambiente externo quase sempre poluído e poluente. Interfaces neste caso podem ser captadores e transmissores de ruídos grosseiros ou sutis. Evitar distorções em relação ao conteúdo artístico se traduz por som e imagem corretos e íntegros, o resto fica por conta dos engenheiros, por conta da sua percepção e do seu bolso; acredite nisso! Respeitamos clientes e amigos que não podem se emocionar por números fantásticos; isto não é bom vocabulário nem boa engenharia.



Conectores com flash de ouro e condutores de cobre com grau de pureza maior ou menor, isolantes de materiais comuns ou sofisticados caracterizam claramente a inovação e o domínio tecnológico. Uma abordagem moderna para estes acessórios que deveriam ser reconhecidos como componentes é o design na apresentação e na embalagem que muitas vezes sugerem o luxuoso ou até mesmo a jóia. Isto que deixa certos consumidores fascinados, perplexos ou assustados. Para uma abordagem mais coerente e convincente, fabricantes no Brasil e no mundo sempre sugerem através dos seus conhecimentos e patentes que o mais importante é reduzir a vulnerabilidade e aumentar o desempenho de um sistema a partir dos seus cabos e conectores. Este é o verdadeiro papel dos especialistas que seguem o caminho certo. De fato, a tecnologia avança e os produtos se multiplicam em diversos formatos e custos. Porque? Som tem extensão (freqüência) e dinâmica (intensidade). Imagem tem luminosidade, contraste e cor como sempre foi e sempre será desde Thomas Edison e os irmãos Lumière. Fabricantes de cabos e acessórios como Absolute, Audioquest, AR, Supracables e Discabos, entre outros, oferecem soluções em diversos formatos e preços. Os dois grandes argumentos sobre o avanço das interfaces estão na digitalização das informações considerando resolução (riqueza em todas as nuances) formato físicos dos conectores (padrões e protocolos) e seus atributos que podem ser traduzidos em qualidade, versatilidade, desempenho e custo. Quais são as variantes? Para ser didático podemos falar primeiro na transmissão analógica para som estéreo em dois canais utilizados na leitura de áudio de CDs. Ainda hoje e por muito tempo a interface de áudio analógica permanece como uma solução de enorme gama de qualidade e preços partindo do razoável ao exagero que considero mais esotérico do que técnico. Segundo: o som multicanal é transmitido digitalmente por meio elétrico ou ótico a partir do seu DVD player esta interface é absolutamente adequada em soluções de custo/benefício. O cabo elétrico coaxial é mais robusto o cabo ótico geralmente mais frágil permite uma comunicação mais competente. Na maioria dos casos qualidade se nivela proporcionalmente ao desenvolvimento de conectores, condutores e isolantes, estrutura mecânica e blindagem. O avanço na qualidade de TVs, monitores e projetores provocam uma necessária evolução na transmissão de sinais de imagem: vídeo composto é uma interface analógica antiga e de fato tem grandes restrições no desempenho. Nem pensar! Para substituir o vídeo composto, recomendo a atual conexão vídeo componente: três cabos com conectores RCA, simplicidade associada a desempenho e baixo custo Em equipamentos mais antigos, a conexão supervídeo analógica tem de desempenho razoável por tratar de forma independente de cores, luminosidade e contraste. Finalmente a tecnologia digital de transmissão de dados oferece a conexão HDMI que num único cabo e mini conector multi-vias, transporta as informações em alta resolução dos sinais de áudio e vídeo, simplificando consideravelmente as necessidades em qualidade e confiabilidade das comunicações. O mais importante é reconhecer que de uma boa interface se espera desempenho durabilidade e coerência. Experimente e verá!

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