Caixas acústicas: como se reproduz um piano?

De longe, de costas ou de olhos fechados se reconhece a elegância da tecnologia que desaparece por força do desejo e até mesmo da obstinação em re-criar a essência, o verdadeiro sentido da intepretação de uma obra musical. Piano! Aos poucos analizando comportamento de materiais e evitando a objetividade (comprometedora neste caso) da engenharia tive uma vontade quase que compulsiva em construir (sem querer) a Skiff no meu pequeno laboratório, nos fundos, ao lado do matadouro (hoje cinemateca) na vila Clementino em São Paulo. Largo Senador Raul Cardoso...alguma coisa nos fundos da casa da dona Laura (in memoriam) . Dona Laura ouvia os apitos e pink noises equanto envelhecia e ajustava componentes e materiais. Aos poucos Skiff se materializava na minha mente que registrou e guardou o timbre, a elegância, o ataque e o decaimento das vibrações bem temperadas do piano do Glenn Gould, Perrahia (dois rr?) Rubinstein, Horowitz e assim por diante. Piano! aos poucos a CP60. CP como cone de papel, paper cone se materializa como protótipo de um ensaio para resgatar, sons, vôzes e palcos.


(Ce modèle n'est plus présent au catalogue actuel)

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